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As vezes paramos para pensar na vida... Queremos dar o próximo passo sozinho, E deixamos de lado aqueles que podem ajudar, Mostrando para nós o caminho...
Achamos que estamos prontos para voar do ninho, E partimos para tropeços desnecessários na vida, Sofremos com coisas, às vezes, tolas, Choramos amor desiludido, quedas e lutas perdidas...
E ficamos a esmo sem guarida, Sem um colo, sem uma paixão... Presos aos problemas, com feridas no coração... Pensamos então naquelas pessoas,
Um ombro oferecido e por nós recusado, Olhamos para aquele lugar na estrada e lá está, O nosso ombro no caminho sentado... Vem nos acolhe e ensina o que precisamos,
Fortalece nosso ego, solidifica a nossa fé, Talha um sorriso em nossas faces, E por nós faz o que puder... Prontos, partimos sem olhar para trás...
Sem notar o ombro que nos serviu tanto, Sem pensar no que sente, nem saber do coração, De um ombro que serviu de amparo... Torna-se então, o passado, uma ilusão...
E vai-se momentos de suma importância, Para a galeria do esquecimento... Apenas uma lapide no pensamento, Já não nos voltamos para olhar sequer o umbigo,
Quanto mais lembrar de amar um ombro amigo... Por que ser um ombro...? Solidão e desejo de um ombro...?
Anônimo
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